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segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Recebi este video,  gostei e compartilhei.
Observo que é chegada a hora da virada.
Muitos estudiosos, professores e filósofos, estão trabalhando os conceitos das palavras., com  este trabalho levam as pessoas a questionar o seu próprio senso crítico.
Tive um professor na faculdade em 1970 que constantemente falava sobre a importância do estudo da terminologia.
É chegada a hora da conscientização e transformação do homem e do mundo e esta só pode se concretizar a partir do do nosso próprio  entendimento interior, das nossas emoções, tornando- nos um CIDADÃO: cidade- adao, responsável e transformador de nós mesmos e do ambiente em  que vivemos.
Que 2017 penetre em nossas vidas com toda a sua luz, força e energia e nos impulsione para os nossos ideais com clareza e amor.
Abraços
Jane

domingo, 13 de novembro de 2016

Mediocridade


Mediocridade

Assisti o vídeo sobre mediocridade do Prof. Mario Sergio Cortella.  Show de palestra, clara, com exemplos vividos onde ele diz:

”Tem pessoas que dão o melhor de si com as condições que possuem”.

Esta palestra veio a confirmar o que penso a respeito.

Aqueles que fazem o melhor com as condições que possuem, evoluem no aprendizado do dia a dia. São pessoas que com poucos recursos produzem coisas lindas.

Os que não sabem aproveitar os recursos que possuem, estão sempre com a necessidade de comprar, comprar e comprar e deixam de lado o que adquiriram, pois quando conseguem obter o desejado, já estão pensando em adquirir os desejos novos, não dando valor ao que possuem, pois cuidar, conservar exige trabalho, sacrifício (sacro-ofício), capricho.

O capricho consigo mesmo, com o nosso lar, com o ambiente de trabalho, demonstra o nível de harmonia em que nos encontramos.


Vaidade

                   Jane



Demonstrar e sustentar o que não se é,

custa muito caro, paga-se pelo preço.

Vive-se na representação, com medo da repressão.

O receio do manifestar-se impede a espontaneidade.



Crescer em maturidade,

tornar em hábitos os asseios corporais,

cuidar da aparência física, traduzindo em graciosidade

a beleza interior,é o real papel da vaidade.


terça-feira, 8 de novembro de 2016

Recordação-Festival da América do Sul- 2011




Hoje percebi que não havia postado a minha fala na integra do dia do lançamento do meu livro:"O Segredo da Aprendizagem"  em Corumbá .Experiência inesquecível onde senti o calor e vibração de amor de
 todos que ali se encontravam.
Obrigado Secretaria de Cultura de MS e Corumbá pela recepção calorosa.



Festival da América do Sul – Quebra Torto

Começarei hoje lendo uma poesia na qual falo sobre a importância da Educação, razão  de minha tese de vida e do meu livro “O Segredo da Aprendizagem”

 Ontem e hoje

                      Jane

Tempos que se vão,

onde o bigode valia

a assinatura do cidadão.

Nobreza vinha da família,

hoje brota no coração.

Moral e ética eram fatores sociais,

atualmente... frutos individuais.

Ontem despontavam os crescimentos materiais,

agora  afloram as expansões  espirituais.

Por onde começar

para atingirmos tal evolução?

Com certeza só há um caminho,

o da Educação.



Como vocês sabem, sou corumbaense. Sai daqui  há 40 anos, mas sempre retorno a  minha cidade amada.

Sai por motivos pessoais, e pela aspiração de aprender muito mais em outras terras.

Trabalhei como psicóloga em clínicas, indústrias e por decisão própria optei em voltar para sala de aula, pois, conclui que produziria muito mais trabalhando com crianças sendo também que teria tempo para educar os meus filhos e dar a eles a atenção e cuidados importantes, pois para mim, o lar é o porto onde podemos ancorar o barco e nos sentir seguros.

Chocada fiquei ao me deparar com a carência humana nos ambientes de periferia em São Paulo, carência esta que até então não conhecia, pois trabalhei em escolas públicas em

Corumbá, onde as pessoas eram simples, mais tinham o básico no seu conviver social. Nem na época que trabalhei no  Bairro Cristo Redentor no final dos anos 60 quando não havia quase nada lá, encontrei tanta carência .

Então pensei, por onde começar? O que fazer?

Comecei a pensar em tudo que havia recebido aqui, dos meus pais, professores, alunos e amigos. Havia recebido sim um conteúdo religioso, um  conteúdo científico, artístico e muitos exemplos de moral e  ética.

Sempre que buscava aprender algo lá em São Paulo, esse conteúdo me trazia de volta para o embasamento teórico e prático vivido aqui no passado.

Comecei elaborar conceitos pensamentais sobre tudo que havia  aprendido e vivido e verifiquei que  a religião e a ciência  são  necessárias para o ser humano,  mas na época atual  esses conhecimentos isolados não bastam.

Já naquela época, as pessoas me questionavam do porque que eu ás vezes não ia à missa, e eu estava começando a estudar antroposofia então dizia: precisamos Santificar a ciência e cientificar a religião.

Foi quando descobri que a união de ambos  os extremos é possível, e que somente pode ser feita, através da Arte.

Assim, comecei a praticar com os meus alunos, com consciência, muitas atividades artísticas. Isso não que dizer que já não o fazia aqui, sim, pois fui professora de educação física no Jarbas Passarinho, e desenvolvi muitas atividades artísticas lá, mas não tinha a consciência que tenho hoje.

Por isso vim aqui, para conversar com vocês sobre a importância desse encontro

Artístico, da América Latina que acontece  aqui há vários anos .

 Antes de ter o 1º encontro, um amigo em S.P. falou-me que  Corumbá iria se tornar um importante pólo cultural da América Latina. Na época eu discuti com ele, dizendo que  já havia sido.Pois nos anos 40, 50 60 e 70, esta cidade fervilhava em cultura.Tanto que a maioria das minhas amigas e pessoas que eu conheci, ao sair daqui, brilharam por  todas as  partes  do Brasil e mundo, não deixando nada a desejar para com as outras pessoas. Um exemplo vivo é o nosso poeta Manoel de Barros.

Sintetizo esse pensamento nesta minha poesia:

Evolução

                            Jane

Com a prática religiosa,

cultivamos a cienteza moral.

Através do conhecimento científico,

edificamos a inteligência estrutural.

Na arte, encontramos a consciência

e linguagem universal.



Assim desenvolve o homem,

sentindo, per vendo e afeiçoando

o bom, em si e no próximo,

 o verdadeiro, em seu pensar individual,

o belo, em todo o seu ser social.

                                      

Apesar do meu livro falar sobre aprendizagem, ele é um convite para o professor,  pai , terapeuta, pedagogo, trazer para a vida da criança e do adolescente, a Arte, mas, o  cultivo da arte com consciência do que  se está produzindo e aprendendo, pois somente ela poderá preencher o vazio que o homem vive hoje prevenindo problemas físicos e emocionais  e sanar a humanidade da violência .

Sei que Corumbá já é modelo em diversas atividades de educação, respeito e preservação da natureza. Já acompanhei esse fato em diversas reportagens na TV.

Então pergunto a mim mesma:

Por que não ser modelo e referência dessa tomada de consciência  em M.S., América Latina e Mundo?

Parece algo extenso, impossível, mas  nós somos uma esfera que se estende até onde vai a nossa consciência.

E por onde começar?

Pelo dia de hoje, desenvolvendo  no dia a dia a sensibilidade e percepção de nós mesmos e dos que nos rodeiam.

Quando estudei  há 50 anos atrás, no plano de ensino o primeiro passo era desenvolver a motivação do aluno. Hoje, os alunos já estão super estimulados  pelos meios de comunicação, por isso, primeiramente precisamos acalmá-los ,pois se a alma não estiver tranqüila, não se fixa nada .Por isso no meu livro dou sugestões  de exercícios para o início, meio e fim de período.

No capítulo embasamento teórico falo das fases do desenvolvimento humano e os caracteres principais a serem desenvolvidos em cada fase. Por ex:

Do 0 aos 7 anos - desenv.físico, através da imitação( realizado, com muita alegria e prazer).

7 a 14 anos – Etérico -sistema  calórico estimulado   através do seguimento e autoridade (cultivando o sentimento de veneração e reverência como também a  memória).

14 aos 21 anos- Astral- desenvolver o senso de beleza, arte e ética – através da música, teatro, poesias. Tenho escrito várias poesias que estão no meu blog que podem ser aproveitadas para um trabalho de classe nessa etapa (Por ex: a poesia Preconceito -recebeu menção honrosa no concurso de Antologia Poética Nacional).

21 aos 28 anos- desenvolvimento do EU- Pensar – trabalho com as palavras, para a compreensão interna da fala.

No capítulo “A forma viva da Fala”, descrevo a importância que a mesma possui  no relacionamento  humano :  pai x filho, aluno x professor, amigo x amiga, patrão x empregado etc..

Falo também sobre alfabetização, através da Eurítmia. São movimentos rítmicos da fala.

Sobre a forma orgânica da multiplicação, exercícios de relaxamento  e produção de texto, e um pouco do que acho importante ao trabalharmos história, geografia e ciências.

Descrevo tudo de uma forma simples e completa para o professor, pai ou terapeuta questionar e aplicar no seu dia a dia.

Fico a disposição para qualquer leitor dialogar e esclarecer comigo através do email  que consta no livro.

Poderíamos rapidamente realizar juntos um exercício, mas o tempo é curto e,...Para finalizar lerei a poesia  da minha autoria:




O Flamboyant  da minha cidade

                                                 Jane                                        

Eram muitos espalhados pelas ruas da cidade,

assim como muitas famílias e amigas.

Hoje reina quase sozinho a beira do rio,

com suas flores a enfeitar verdes colinas.



Assim como o tarumã, sapoti e o jatobá,

Quase todos saíram de lá.

Como o próprio nome condiz: coração-distante,

parece ser o destino de Cor-umbá.



Cidade que deixou marcas,

desde a época das monções.

O calor como um raio de saudade,

dentro de milhões de corações.



Só você flamboyant permanece viçoso, imponente a contemplar,

o por do sol deste céu brilhante de mil cores a matizar.

 E em nossa alma preso na saudade,

desperta o encanto juvenil de um feliz viver.



Blog:

http://janocca.blogspot.com

Dia do aposentado

Parabéns! aposentados,que lutaram e deram de si ao país e hoje vivem com dignidade com a aposentadoria, apesar de pequena.      Vejo ¨na TV os que se gabavam no poder, com a melhor roupa, esbanjando e roubando o dinheiro do povo, das crianças, dos velhos e doentes e quando a máscara caiu se tornaram lixo humano. A Alma destes, fede tanto que exala por todo o seu ser.Desde a forma de caminhar, até o seu olhar.
Me pergunto: Valeu a pena  ?
Fora toda a desgraça que estão vivendo em família e que repercutirá até a 4a  geração.
Dignidade
                     Jane
Vivemos numa sociedade,
posição, status ainda tem muito valor.
O que enobrece o homem,
não é a sua titulação ou função.

O que dignifica a vida
é  a forma como ela é vivida.
Cada qual em seu labor,
desempenhando,  com  devoção e amor.

É chegada a hora de superarmos as dificuldades,
 -submissão, depressão, agressividade...
Sublimarmos em dignidade,
elevando-nos à liberdade e a felicidade.

A vida é muito rápida,
comparada com a eternidade.
Como se fosse um mergulho,
dentro da efemeridade.

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Ser criança
     Jane
É conservar a alma pura,
Sem nenhuma maldade
Para toda a humanidade, 
Apesar da idade.

Na fase adulta, 
Voltar a sorrir e viver,
Com toda  intensidade e sensibilidade, 
De livre e espontânea vontade, 
Abrangendo a divindade, 

Do próprio ser,
Do outro ser,
Da natureza e cosmos,
Enfim, para toda a eternidade. 
Feliz dia das crianças. 
ABRAÇOS

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Ana Carolina e NiKolai


Ana Carolina e Nikolai



Ana Carolina era uma linda  jovem, esbelta, clara, reservada, que residia na cidade de Alicante (Espanha).

Seu pai era comandante do exercito Real da região dos Aragons. Devido a interesses políticos de unificação da Espanha (Norte e Sul), Ana Carolina estava comprometida com o príncipe Felipe de Castela, da região de Segóvia.

A residência dos seus pais era sempre palco de reuniões de ilustres compositores, poetas e músicos, que vinham de toda a Europa com a finalidade de fazer acordos políticos com a Espanha. A residência era a  beira do mar, com uma escadaria enorme onde continha um salão ornamentado com lindas janelas e vitrais, decoradas com cortinas douradas com detalhes azuis, um piano de calda  onde os compositores e artistas se revezavam  nos saraus  para comemorarem os tratados políticos  registrados.

Naquela época, Alicante  era composta de vários casarões com quintais enormes, estábulos e a  praia servia  só para os passeios românticos, pois os homens respeitavam o mar sem se aventurarem a nadar.

Num destes encontros de compositores, poetas e músicos, Ana Carolina se esmerou na sua vestimenta, colocando um vestido dourado com decote avançado e rendas entremeando a vestimenta. Ao descer a escada da sala os seus olhos se cruzaram com os olhos de Nikolai, um compositor Russo, que viajava sempre acompanhado com o seu amigo também compositor: Piotr.

Foi amor à primeira vista. Todo o encantamento e a magia entre os dois, crescia dia a dia. Na praia passeavam conversando, nas viagens para Granada, Sevilha etc... onde os dois compositores se apresentavam, Ana Carolina estava sempre presente, já que era o seu pai o comandante que recepcionava e provia tudo o que os visitantes necessitavam.

Até o momento em que este amor foi descoberto, viveram os dois: Ana Carolina e Nikolai horas e horas de paixão sem fim.

Devido ao compromisso com os de Castela, a Ana Carolina para ficar resguardada, foi exilada no Castelo de Denia : Palácio do Governador, sob a custódia do próprio governador.

Mas o amor dos dois era tão intenso, que continuaram a se encontrar fora do castelo as escondidas durante a noite.

Nikolai, quando vinha da Rússia, passava com o seu amigo em Praga, depois iam para a Alemanha, Itália até chegarem à  Espanha. Numa dessas viagens à Praga, Estava executando uma composição revolucionária, dentro da Igreja do Menino de Praga, quando foi surpreendido por policiais. Saiu correndo em disparada, atravessou a Ponte Karluv em direção à residência de um amigo em que estava hospedado, escondeu a partitura de sua obra no sóton da mesma.

Bem, mais uma vez os encontros de Ana Carolina com Nikolai foram descobertos. Forjaram uma cilada para o NiKolai,  atingindo-o com um tiro  o seu joelho esquerdo. Marcado de morte, ele regressou para a Rússia e desiludido da vida, se exilou vindo a falecer já bem idoso.

Por sua vez, Ana Carolina deixou a parte central do Palácio e foi aprisionada numa das suas torres, com o mínimo possível: uma cama e uma mesa pequena onde fazia as suas refeições. Vivia vigiada pelas freiras e padres, pois dentro deste Castelo havia o seminário dos Padres e o convento das Freiras. Todas as tardes, Ana Carolina ia até os jardins do Castelo, sentava num banco de mármore que se defrontava para o mar e ficava com o seu olhar perdido no horizonte a espera do Seu Amado que nunca mais regressou.

Não durou muito para que este estado  a debilitasse fisicamente, levando-a ao óbito.

Nem todas as histórias tem um final feliz.