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sexta-feira, 10 de março de 2017

São Miguel das Missões
Desde que me casei escuto o Israel falar que gostaria de visitar as Ruinas de São Miguel das Missões.Achava  absurdo: ele gaúcho nunca havia subido até o norte do estado.
Resolvemos e viemos.
Assistimos um espetáculo à noite , no próprio lugar onde a história aconteceu.Um espetáculo de sons, cores, vozes e o tropel de cavalos onde é narrado o diálogo entre a terra e a igreja. 

Narram desde a construção da igreja com todos os detalhes e a vida dos índios que realizavam tudo, desde a fabricação dos tijolos, a construção de pedra sobre pedra, a fabricação dos instrumentos musicais,  o tear, o coral e os idiomas que eles aprendiam.
Tudo por volta do início de 1700 , os indios contruiram varias missões: Santo Ângelo,  São Luiz Gonzaga, São João,  São Nicolau, São Lourenço,  Santo Antônio,  sendo a capital em São Miguel. As 7 cidades dos 7 povos guaranis.
 Os portugueses  dominavam e exportavam todo o ouro e prata para Portugal.
Os espanhóis invadiram,   através da bacia do prata. Vendo toda aquela riqueza, propuseram aos portugueses a troca de São Miguel por Sacramento.
Expulsando todos os índios da região.
Os índios não aceitaram e se revoltaram,
Ocorrendo assim o, massacre dos indígenas.
Os que sobraram vivem até hoje nesta região,  mantendo a história viva.
Foi muito emocionante o espetáculo,  como se estivéssemos revivendo a história.
Fiquei muito emocionada ao perceber que havia relação com a história da minha terra natal: Corumba e com a famosa guerra do Paraguai.
Rever a história in loco registrou um Sagrado Magnífico que reverencia o Povo Guarani.
Sepe Tiaraju sua luta não foi em vão. Ela continua viva no povo Guarani.

terça-feira, 7 de março de 2017

Mulher-2017

Hoje queridas amigas, minha mensagem para nós mulheres é bem curta, mas de grande valia.
Mulher faça tudo por gosto, com amor, vontade, . e inteligência.
Seja mulher, mãe,  amiga, e profissional no tempo presente.
Nao faça nada só pelo  dever de fazer, pois este estado está relacionado com o futuro: Deve-Ser.
Agindo somente  pelo dever nós corremos o risco de colocarmos a nossa realização sempre como meta de futuro  e nunca  concretizarmos como  uma verdadeira:  Mulher.
Feliz dia da mulher.
Jane

sábado, 4 de março de 2017

A  Importância dos Rituais Familiares



A  Importância dos Rituais Familiares
Hoje vou contar-lhes como conheci  o prato egípcio:  Mloukhieh.
Em Corumbá, mais uma vez, como muitas vezes tive a experiência de conviver com amigos dos meus pais,  como se fossemos membros de uma mesma família.
O Sr.José Lotfi, residia numa casa grande, com piscina e horta.
Uma vez por ano, ele e sua bela esposa Henriqueta, convidava toda a família Baruki para um almoço  em sua casa. Reuníamos todos com muita alegria. Passávamos o dia na piscina (naquela época era uma das poucas casas que tinha o luxo de ter uma piscina).
Ele também cultivava a planta: Mloukhieh. Normalmente em Corumbá a época da colheita era em janeiro. Nos países orientais, não sei se a colheita coincide com o mesmo mês.
Ao final do dia, ele pedia aos seus trabalhadores para colherem a planta: Galhos compridos e folhas largas.
Distribuía então para os chefes de cada família e saíamos com os braços cheios da especiaria oriental, ansiosos em saborear o prato dos nossos, ancestrais.
Em casa, todos juntos, até eu mesma bem pequena entrava no ritual de desfolhar o galho e colocar as folhas numa mesa no quintal para secar para no próximo final de semana, mamãe preparar o tal prato.
Tudo era festa, desde a colheita até o consumo.
No almoço especial, forrávamos o prato fundo ,( sim , prato fundo, pois é assim que se come Mloukhieh), com pão torrado picado, por cima uma camada de quibe assado picado, a camada de arroz vem logo em seguida, por cima frango cozido desfiado e ainda cebola fatiada com bastante vinagre. Coroando o prato, a Mloukhieh, cozida no caldo do  frango e temperada com alho e coentro(semente) socada.
Todas as vezes que presenteio minha família com esta receita, revivo todo este processo vivido desde muito pequena e volto a agradecer a estas pessoas especiais: Sr e Sra José e Henriqueta Lotfi que ofereciam todos os anos a oportunidade aos meus pais e tios de saciarem a saudades do Líbano e também puderam transmitir aos seus descendentes a tradição de uma alimentação completa: física, anímica e espiritual, reunindo todos nós num ritual em torno da família.
Tive a honra em receber este lindo e amoroso  casal em minha casa em Santos, na ocasião do nascimento do meu filho.
São estes símbolos e pequenos rituais familiares que nos religam através  dos tempos à nossa  Genesis: Origem
Abraços
Jane



quinta-feira, 2 de março de 2017

A Importância do Cultivo da Fantasia na 1ª Infância



A Importância do Cultivo da Fantasia na 1ª Infância



Existem pessoas que apesar do pouco tempo de estadia aqui na terra, atuam com tanta intensidade, alegria, criatividade e amor que deixam recordações fantásticas em nossas Almas.

Assim era o tio Salim.

Ele não era nosso tio, mas amigo muito querido da família que por respeito chamávamos de tio.

Costume da nossa época, cidade onde vivíamos e convivíamos,  já disse algumas vezes, como se fossemos uma grande família.

Visitávamos sempre estes amigos. Suas filhas passeavam com a minha irmã e minhas  primas mais velhas.

Enquanto elas passeavam, mamãe, tia Linda e as tias Georgete e Mari, conversavam, tricotavam, faziam crochê. O doce que a tia Georgete fazia sempre era o de cenoura, e era parecido com o de abóbora, muito saboroso por sinal.

Às vezes chegávamos e as tias estavam tricotando roupinha de boneca. Enquanto elas tricotavam e papeavam, o tio Salim contava estórias sobre as bonecas. A minha fantasia ia a mil.

Ficava eu imaginando as bonecas fazendo tudo o que ele narrava.

Ia para casa vivendo intensamente aquela fantasia, adormecendo querendo vivenciar a próxima aventura que a boneca iria realizar e ele, o tio Salim iria me contar.

Ficava ansiosa para acontecer a nova visita e eu poder chegar lá e perguntar:

- Tio Salim......  e as bonecas o que fizeram esta semana?

Tudo aconteceu na minha primeira infância dos 4 aos 6 anos.

Houveram, vários episódios da estória, mas estes episódios encerraram incompletos, pois ele partiu muito cedo deste mundo.

Lembro-me com tristeza de uma noite, quando vieram avisar os meus pais.

A convivência com as tias continuaram por vários anos até cada uma das filhas (irmã, primas e amigas) seguirem  cada uma o seu destino. Mas, ... as estórias das bonecas perduram até hoje.

Após 60 anos me pergunto:

-Tio Salim e as bonecas?

Beijo na Alma de todos onde estivem, e que visualizem  as imagens, movimento, cor  e emoções vibrando em minha alma até hoje .

Obrigado a todos

Jane