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segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Ana Carolina e NiKolai


Ana Carolina e Nikolai



Ana Carolina era uma linda  jovem, esbelta, clara, reservada, que residia na cidade de Alicante (Espanha).

Seu pai era comandante do exercito Real da região dos Aragons. Devido a interesses políticos de unificação da Espanha (Norte e Sul), Ana Carolina estava comprometida com o príncipe Felipe de Castela, da região de Segóvia.

A residência dos seus pais era sempre palco de reuniões de ilustres compositores, poetas e músicos, que vinham de toda a Europa com a finalidade de fazer acordos políticos com a Espanha. A residência era a  beira do mar, com uma escadaria enorme onde continha um salão ornamentado com lindas janelas e vitrais, decoradas com cortinas douradas com detalhes azuis, um piano de calda  onde os compositores e artistas se revezavam  nos saraus  para comemorarem os tratados políticos  registrados.

Naquela época, Alicante  era composta de vários casarões com quintais enormes, estábulos e a  praia servia  só para os passeios românticos, pois os homens respeitavam o mar sem se aventurarem a nadar.

Num destes encontros de compositores, poetas e músicos, Ana Carolina se esmerou na sua vestimenta, colocando um vestido dourado com decote avançado e rendas entremeando a vestimenta. Ao descer a escada da sala os seus olhos se cruzaram com os olhos de Nikolai, um compositor Russo, que viajava sempre acompanhado com o seu amigo também compositor: Piotr.

Foi amor à primeira vista. Todo o encantamento e a magia entre os dois, crescia dia a dia. Na praia passeavam conversando, nas viagens para Granada, Sevilha etc... onde os dois compositores se apresentavam, Ana Carolina estava sempre presente, já que era o seu pai o comandante que recepcionava e provia tudo o que os visitantes necessitavam.

Até o momento em que este amor foi descoberto, viveram os dois: Ana Carolina e Nikolai horas e horas de paixão sem fim.

Devido ao compromisso com os de Castela, a Ana Carolina para ficar resguardada, foi exilada no Castelo de Denia : Palácio do Governador, sob a custódia do próprio governador.

Mas o amor dos dois era tão intenso, que continuaram a se encontrar fora do castelo as escondidas durante a noite.

Nikolai, quando vinha da Rússia, passava com o seu amigo em Praga, depois iam para a Alemanha, Itália até chegarem à  Espanha. Numa dessas viagens à Praga, Estava executando uma composição revolucionária, dentro da Igreja do Menino de Praga, quando foi surpreendido por policiais. Saiu correndo em disparada, atravessou a Ponte Karluv em direção à residência de um amigo em que estava hospedado, escondeu a partitura de sua obra no sóton da mesma.

Bem, mais uma vez os encontros de Ana Carolina com Nikolai foram descobertos. Forjaram uma cilada para o NiKolai,  atingindo-o com um tiro  o seu joelho esquerdo. Marcado de morte, ele regressou para a Rússia e desiludido da vida, se exilou vindo a falecer já bem idoso.

Por sua vez, Ana Carolina deixou a parte central do Palácio e foi aprisionada numa das suas torres, com o mínimo possível: uma cama e uma mesa pequena onde fazia as suas refeições. Vivia vigiada pelas freiras e padres, pois dentro deste Castelo havia o seminário dos Padres e o convento das Freiras. Todas as tardes, Ana Carolina ia até os jardins do Castelo, sentava num banco de mármore que se defrontava para o mar e ficava com o seu olhar perdido no horizonte a espera do Seu Amado que nunca mais regressou.

Não durou muito para que este estado  a debilitasse fisicamente, levando-a ao óbito.

Nem todas as histórias tem um final feliz.

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Antífanes e Papandreos




            Antífanes e Papandreos



Numa casinha pequena, nos arredores da cidade medieval da Ilha de Rodes (Grécia) vivia a jovem Antífanes com sua mãe idosa e doente, quando a ilha foi invadida pelos romanos.

Naquela época, quando havia uma invasão, os nobres, se abrigavam na Acrópole , para a  plebe este direito era negado, então  saiam com barquinhos procurando abrigo em ilhas  próximas.

Antífanes, não quis deixar a sua mãe para trás, mas quando os soldados chegaram matando todos destruindo tudo o que viam pela frente, não teve escolha, saiu desesperada em direção à cidade medieval procurando abrigo.

Uma senhora bonita, (prostituta, estas eram respeitadas e à elas nada aconteciam), vendo a agonia da jovem, abriu a sua porta e a escondeu sob um móvel de mármore(na época, quase todos os móveis eram de mármore).

Um soldado viu onde a Antífanes foi escondida. Nesta hora ela vendo as sandálias e a lança do romano pensou:- vou morrer.

O soldado  a sequestrou, colocando- a  numa cela por 3 dias.

No 3º dia a cidade já havia sido tomada pelos romanos, os nobres já haviam feito os seus acordos, a jovem então, junto com os outros prisioneiros foram levados para a praça, para serem vendidos como escravos.

Apareceu então o Comandante Papandreos que, apesar de Grego se tornou parte do exercito de Adrianos (romano), que de imediato se apaixonou pela jovem Antífanes  resgatando-a como esposa.

Foram para Atenas, tiveram dois filhos, onde viveram por muitos anos no bairro de Placa.

A vida da Antífanes mudou radicalmente. Vivia cercada pelas damas de honra  sendo tratada, banhada e se preparando para a chegada do seu comandante que de tempos em tempos voltava das guerras.

Nesta época as cidades eram divididas como o corpo humano. No centro ficava a cabeça com os dirigentes da cidade e nos arredores os serventes e agricultores. As moradias só tinham salas e quartos, a cozinha era centralizada assim como o lugar de higiene pessoal.

 Papandreos, após chegar das viagens, quando entrava no átrio (rol) da casa apeava do  Croniate (cavalo),  Antífanes   vinha ao seu encontro, ele lhe entregava a espada e o capacete, enquanto tirava os demais paramentos ajudado pelos servos da casa, esquecendo que era pesado demais para ela. Se divertiam muito rindo com isto,  abraçando-a caminhavam para dentro da casa enquanto os servos recolhiam a  espada, o capacete e a armadura.

Durante 3 dias ficavam fechados dentro de casa, não  indo participar da grande festa da vitória.

Anfífanes primava com suas longas túnicas douradas com desenhos azuis escuro

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Época Mickael- 2016


Época Mickael- 2016

Algumas pessoas já me falaram que sou saudosista, porque gosto de escrever sobre acontecimentos do passado, mas o meu objetivo é outro: Estimular a Memória.

O homem ainda não possui a memória como órgão  desenvolvido fisicamente.

A missão do homem no século XX era exatamente esta : o de  registrar físico a dentro no seu cérebro  o órgão da memoria, num processo conjunto (etéricamente, animicamente e espiritualmente) unificando em sua consciência a unidade: Tempo- passado, presente e futuro.

Através do exercício da memória desenvolver em si a Auto Consciência.

Daí, a importância de relatarmos fatos e de proporcionarmos às nossas crianças experiências marcantes hoje, e, que se transformarão em lembranças de grande valia para o desenvolvimento físico, anímico, espiritual da: memória.

Então é isso aí caros amigos. Justamente na Época Mickaélica, proporcionando a Lucidez(Luz Espiritual)contínua em nossas consciências, estaremos recebendo, admirando e fortificando em nós, a Radiante Veste de Mickael, à qual somos todos predestinados.

Abraços,

Jane

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Parabéns! Corumbá


Corumbá

           Jane

Terra Branca,

estrela que fulgura,

até os dias atuais.

Quem aí viveu não a esquece jamais.



Tudo o que sou,

produto do que se plantou,

nesta cidade bonita,

por todos sempre querida.



Benditos os que aí nascem

e podem ainda usufluir,

dos princípios que permanecem,

edificando a base do por vir.



Parabéns ! Corumbá destes meus sonhos, desde os meios primeiros dias.

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Setembro amarelo

Setembro amarelo.
Uma cidade do interior de S. Paulo possui o indice mais alto de suicídio do Brasil.
Percebi que nesta mesma cidade as praças e jardins não possuem parque com balanço para as crianças. Sugeri aos coordenadores que requeressem o quanto antes ao prefeito a instalação de brinquedos nas praças etc , pois uma infância feliz diminuiria este índice. O importante é cultivar a alegria dos 0 aos 7 anos, para não necessitar socorrer na adolescência e fase adulta.

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Agradecimento

Agradeço a todos especialmente à Izabelle Valadares pela oportunidade de estar mais uma vez participando da Bienal do Livro de São Paulo.

domingo, 21 de agosto de 2016

Participação na Bienal

Participação na Bienal de São Paulo
Fui convidada e estarei participando do Livro:Celebra São Paulo" da editora Literarte que será lançado no dia 31de agosto às 20:00 na Bienal do Livro de São Paulo.
Aproveito para agradecer o honroso convite.
Jane

Através da poesia demonstro a minha  gratidão por São Paulo e principmente ao meu bairro onde cultivamos a amizade, respeito, dignidade e amor