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quinta-feira, 20 de abril de 2017

Saudades.....

Saudades
Outro dia me peguei relembrando um encontro de família ocorrido em julho de 2015.
Encontro maravilhoso onde num determinado momento, a festa virou festa,  no real sentido da palavra.
Todos os primos numa alegria imensa, relembrávamos as brincadeiras e os acontecimentos vividos entre nós no passado, todos tínhamos  o que contar sobre a convivência expervivida .Todos viramos crianças, rebuscando as imagens no baú da memória.
Falávamos com entusiasmo, ríamos, gargalhávamos.
O ambiente foi preenchido com uma energia e alegria contagiante.
Saímos da festa, plenos e tranquilos, tenho certeza que todos tivemos uma noite relaxante e renovadora.
Assim, era,  a convivência entre nós, os entes queridos no passado.
Hoje as pessoas reclamam de saudades e de um vazio arrebatador.
Refletindo sobre isso, cheguei à conclusão que hoje em dia, as pessoas não conseguem mais sentir a si mesma, como poderão sentir e compartilhar com o outro, os seus próprios sentimentos, pensamentos e vontade?
As pessoas caminham e só enxergam nas vitrines o que querem adquirir. Ao seu redor não existe mais nada, só uma escuridão avassaladora. Esta escuridão ao nosso redor aos poucos, vai nos impregnando e nos adoecendo.
Poderemos reverter esta situação somente quando formos capazes de dirigir a nossa atenção a nós mesmos, devolvendo o sentir ao nosso:  EU (sugiro que realize pelo ao menos um exercício  citado em meu livro: O Segredo da Aprendizagem, todos os dias, mas faça-o com uma plenitude de sentir cada vez mais o poder da sua vontade).
Assim, recriamos em nós a capacidade de sentir e perceber a si mesmo, os entes queridos, que estão ao nosso redor e aos poucos os que cruzam  a nossa vida, ampliando e preenchendo a nossa Imagem D’Alma através do compartilhamento e Ressonância.
Um bom dia
Jane Baruki Ferreira


quarta-feira, 12 de abril de 2017

Páscoa - 2017

Queridos amigos.
Hoje gostaria de falar sobre o sangue.
Sim, nosso sistema sanguíneo, pois, ele é regido pelo Arcanjo Raphael, o Arcanjo da cura, que rege o nosso Sistema Solar nesta época do ano: Páscoa.
Nesta época do ano, através da respiração, deveríamos concentrar através da meditação a nossa atenção no perceber e vivenciar interiormente o nosso sistema circulatório, vasos e veias que partem do corpo até a cabeça e vasos e veias que partem do coração até as pontas das nossas mãos e pés .Acompanhando com o sentir consciente o latejo, a vibração de todo o sistema circulatório( no movimento de expansão do sangue e o seu retorno).Percebendo a fluidez ou não do nosso sangue.
Ele é o condutor da nossa individualidade, do nosso Eu.
Aí está registrado todo o nosso passado. Aí estão presentes todas as Hierarquias Superiores que ficaram atrasadas e presas na Terra para servir a humanidade na formação e manutenção do  Homem.
Estas Hierarquias a serviço do Homem encontram-se em forma latente, isto é com as suas consciências adormecidas e são conhecidas pela ciências como vírus e bactérias, etc.
Quanto mais superior a Hierarquia, ela é mais antiga e potente. Quando  despertada (acordada) pelo nosso Eu, através de um sentimento negativo produzem efeitos fulminantes.
Os filhos dos filhos dos Arcanjos, hierarquias mais novas, de uma potência um pouco menor, quando despertados pelo Eu, conseguem ocasionar pequenos desconfortos, como por ex: Gripe.
Ao meu ver, todos possuímos em nosso corpo a Luz Crística,  como também todas essas Hierarquias que se encontram presas no sub mundo e elas são renovadas e fortificadas em nós através da alimentação, remédios e sentimentos.
Acredito sim, na medicina e no  potencial dos medicamentos, mas cada um de nós podemos ajudar no próprio tratamento e crescimento pessoal da saúde.
Tomando consciência deste processo Anímico, físico, devolvendo´para a Terra e Cosmos todos estes seres elementais que já cumpriram a sua missão em nosso organismo, renovando em nossa potência  Humana Sanante Sopro, despertando a Sabedoria.
Feliz e abençoada Páscoa para todos.
Abraços
Jane Baruki Ferreira.


quinta-feira, 6 de abril de 2017

1968


   Chega à cidade um Psicólogo, estrutura o curso de Psicologia. Início de 1969,, faço vestibular,o professor aplica testes psicológicos nos vestibulandos, sou chamada para entrevista individual, durante a entrevista ele descreve várias situações as quais me afetavam na época, concluindo que: No estado emocional em que me encontrava não tinha condições de realizar o curso que havia escolhido. ”Psicologia”. Fiquei 15 dias assistindo aulas tanto de Pedagogia como de Psicologia e por fim optei. Resolvi passar por cima do meu estado emocional e fui fazer Psicologia.

   Todos os professores eram ótimos, mas, exatamente aquele professor, psicólogo, o qual me disse: Quero ver você no curso de Pedagogia ou Serviço Social, menos em Psicologia. Esse professor era o que me chamava mais atenção. Identificava-me cada vez mais com tudo o que ensinava e queria cada vez saber mais. Além de nos transmitir o conteúdo curricular da forma tradicional, acadêmica, questionava cada assunto sob o prisma antroposófico, ciência que trata os fatos na sua globalidade, analisa a realidade sob os aspectos físicos, etéricos, anímicos e espirituais. Dá a oportunidade do homem elaborar uma visão única do mundo e de si mesmo. Todas as oportunidades que tinha, ia ao encontro do Mestre, pedindo-lhe cada vez mais esclarecimentos. Qual foi minha surpresa, no final do 2º ano de faculdade, isto é em 1970, recebi dele dois livros de presente: Teosophia de Rudolf Steiner e Método Científico de Goethe. Aproveitei as férias e devorei os livros. Quanto mais eu lia, encontrava respostas às minhas interrogações interiores. Que energias compõem a vida? O que eu sou? Como me posiciono dentro deste contexto mundial? O que existe no Cosmo também pervive em mim? Afinal qual a razão do viver? Do meu viver? As suas aulas colocavam-me em crise, quando principalmente eram tratados assuntos tais como: respeito, amor, altruísmo, dedicação, doação, terapia...

    Logo descobri que todo ato de curar, primeiro a si mesmo e depois os outros, é, um ato de amor. Sofremos e fazemos os outros sofrerem quando nos tornamos egoístas. O egoísmo nos faz cobrar dos outros e do mundo aquilo que não conseguimos entender em nós próprios, daí o provérbio: ”O maior pecado é a ignorância”.

   Durante os três anos que tive aulas com o professor, aprendi a amar o curso e a profissão escolhida, amar as pessoas, o mundo e a mim mesma. Uma dúvida perdurava...

   Nesse encontro com o mestre, custava-me saber se tudo o que ele ensinava era para eu transmitir e conviver com os co-homens ou para participar com ele nesta missão.

   Quando cruzávamos na pequena cidade em que vivíamos, sempre, por coincidência ou não, ele estava sempre descendo uma escada, ou da faculdade, ou da pracinha, ou da escola primária onde trabalhávamos juntos, e, eu subindo. Ele fazia questão de frisar nesses encontros, dizendo: ­_Todas às vezes eu estou descendo e você subindo. Como o Apóstolo João dizia:- É necessário que o mestre desça para que o escolhido suba. Era esse o significado do nosso destino? Ou, éramos duas linhas paralelas que só se encontram no infinito? Essa dúvida torturava minha alma. A nossa alma sofre quando exatamente não temos a imagem definida de nós mesmos, da situação, enfim da vida. É quando a sombra permeia e obnubila a nossa consciência. Mas através da crise, questionamento, dúvidas, esclarecimentos é que nos libertamos das correntes milenares e chegamos ao reconhecimento do próprio Eu.
Extraido do romance:Nosso eterno amor, minha grande batalha-Jane Baruki Ferreira)

50 anos de Psicologia no CPAN

  1. Homenagens aos professores atuais e à todos que passaram pelo curso de Psicologia nestes 50 anos.
    Israel Franco Ferreira foi o primeiro psicologo em Corumba e quem estruturou o curso de Psicologia em 1968.
    . Trouxe logo em seguida os professores:
    Elena Calogeros
    Wilson Cleber Antunes Jacques...
    Maria Salete Jacques
    Paulo Roberto Helrighel
    Marie Josete Brauer
    Mara
    Maria da Graça
    Terezinha Melco
    Jane Baruki Ferreira.
    A todos os que deram continuidade.
    Parabéns!



A homenagem dos acadêmicos e professores do Curso de Psicologia ao Prof. Wilson Ferreira de Melo foi o ponto alto do evento- " 50 anos de Psicologia no CPAN" Ele faz parte da história do nosso curso com 43 anos de dedicação, formando muitas gerações de profissionais! Professor muito querido e respeitado por todos

sexta-feira, 10 de março de 2017

São Miguel das Missões
Desde que me casei escuto o Israel falar que gostaria de visitar as Ruinas de São Miguel das Missões.Achava  absurdo: ele gaúcho nunca havia subido até o norte do estado.
Resolvemos e viemos.
Assistimos um espetáculo à noite , no próprio lugar onde a história aconteceu.Um espetáculo de sons, cores, vozes e o tropel de cavalos onde é narrado o diálogo entre a terra e a igreja. 

Narram desde a construção da igreja com todos os detalhes e a vida dos índios que realizavam tudo, desde a fabricação dos tijolos, a construção de pedra sobre pedra, a fabricação dos instrumentos musicais,  o tear, o coral e os idiomas que eles aprendiam.
Tudo por volta do início de 1700 , os indios contruiram varias missões: Santo Ângelo,  São Luiz Gonzaga, São João,  São Nicolau, São Lourenço,  Santo Antônio,  sendo a capital em São Miguel. As 7 cidades dos 7 povos guaranis.
 Os portugueses  dominavam e exportavam todo o ouro e prata para Portugal.
Os espanhóis invadiram,   através da bacia do prata. Vendo toda aquela riqueza, propuseram aos portugueses a troca de São Miguel por Sacramento.
Expulsando todos os índios da região.
Os índios não aceitaram e se revoltaram,
Ocorrendo assim o, massacre dos indígenas.
Os que sobraram vivem até hoje nesta região,  mantendo a história viva.
Foi muito emocionante o espetáculo,  como se estivéssemos revivendo a história.
Fiquei muito emocionada ao perceber que havia relação com a história da minha terra natal: Corumba e com a famosa guerra do Paraguai.
Rever a história in loco registrou um Sagrado Magnífico que reverencia o Povo Guarani.
Sepe Tiaraju sua luta não foi em vão. Ela continua viva no povo Guarani.

terça-feira, 7 de março de 2017

Mulher-2017

Hoje queridas amigas, minha mensagem para nós mulheres é bem curta, mas de grande valia.
Mulher faça tudo por gosto, com amor, vontade, . e inteligência.
Seja mulher, mãe,  amiga, e profissional no tempo presente.
Nao faça nada só pelo  dever de fazer, pois este estado está relacionado com o futuro: Deve-Ser.
Agindo somente  pelo dever nós corremos o risco de colocarmos a nossa realização sempre como meta de futuro  e nunca  concretizarmos como  uma verdadeira:  Mulher.
Feliz dia da mulher.
Jane

sábado, 4 de março de 2017

A  Importância dos Rituais Familiares



A  Importância dos Rituais Familiares
Hoje vou contar-lhes como conheci  o prato egípcio:  Mloukhieh.
Em Corumbá, mais uma vez, como muitas vezes tive a experiência de conviver com amigos dos meus pais,  como se fossemos membros de uma mesma família.
O Sr.José Lotfi, residia numa casa grande, com piscina e horta.
Uma vez por ano, ele e sua bela esposa Henriqueta, convidava toda a família Baruki para um almoço  em sua casa. Reuníamos todos com muita alegria. Passávamos o dia na piscina (naquela época era uma das poucas casas que tinha o luxo de ter uma piscina).
Ele também cultivava a planta: Mloukhieh. Normalmente em Corumbá a época da colheita era em janeiro. Nos países orientais, não sei se a colheita coincide com o mesmo mês.
Ao final do dia, ele pedia aos seus trabalhadores para colherem a planta: Galhos compridos e folhas largas.
Distribuía então para os chefes de cada família e saíamos com os braços cheios da especiaria oriental, ansiosos em saborear o prato dos nossos, ancestrais.
Em casa, todos juntos, até eu mesma bem pequena entrava no ritual de desfolhar o galho e colocar as folhas numa mesa no quintal para secar para no próximo final de semana, mamãe preparar o tal prato.
Tudo era festa, desde a colheita até o consumo.
No almoço especial, forrávamos o prato fundo ,( sim , prato fundo, pois é assim que se come Mloukhieh), com pão torrado picado, por cima uma camada de quibe assado picado, a camada de arroz vem logo em seguida, por cima frango cozido desfiado e ainda cebola fatiada com bastante vinagre. Coroando o prato, a Mloukhieh, cozida no caldo do  frango e temperada com alho e coentro(semente) socada.
Todas as vezes que presenteio minha família com esta receita, revivo todo este processo vivido desde muito pequena e volto a agradecer a estas pessoas especiais: Sr e Sra José e Henriqueta Lotfi que ofereciam todos os anos a oportunidade aos meus pais e tios de saciarem a saudades do Líbano e também puderam transmitir aos seus descendentes a tradição de uma alimentação completa: física, anímica e espiritual, reunindo todos nós num ritual em torno da família.
Tive a honra em receber este lindo e amoroso  casal em minha casa em Santos, na ocasião do nascimento do meu filho.
São estes símbolos e pequenos rituais familiares que nos religam através  dos tempos à nossa  Genesis: Origem
Abraços
Jane