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sábado, 4 de março de 2017

A  Importância dos Rituais Familiares



A  Importância dos Rituais Familiares
Hoje vou contar-lhes como conheci  o prato egípcio:  Mloukhieh.
Em Corumbá, mais uma vez, como muitas vezes tive a experiência de conviver com amigos dos meus pais,  como se fossemos membros de uma mesma família.
O Sr.José Lotfi, residia numa casa grande, com piscina e horta.
Uma vez por ano, ele e sua bela esposa Henriqueta, convidava toda a família Baruki para um almoço  em sua casa. Reuníamos todos com muita alegria. Passávamos o dia na piscina (naquela época era uma das poucas casas que tinha o luxo de ter uma piscina).
Ele também cultivava a planta: Mloukhieh. Normalmente em Corumbá a época da colheita era em janeiro. Nos países orientais, não sei se a colheita coincide com o mesmo mês.
Ao final do dia, ele pedia aos seus trabalhadores para colherem a planta: Galhos compridos e folhas largas.
Distribuía então para os chefes de cada família e saíamos com os braços cheios da especiaria oriental, ansiosos em saborear o prato dos nossos, ancestrais.
Em casa, todos juntos, até eu mesma bem pequena entrava no ritual de desfolhar o galho e colocar as folhas numa mesa no quintal para secar para no próximo final de semana, mamãe preparar o tal prato.
Tudo era festa, desde a colheita até o consumo.
No almoço especial, forrávamos o prato fundo ,( sim , prato fundo, pois é assim que se come Mloukhieh), com pão torrado picado, por cima uma camada de quibe assado picado, a camada de arroz vem logo em seguida, por cima frango cozido desfiado e ainda cebola fatiada com bastante vinagre. Coroando o prato, a Mloukhieh, cozida no caldo do  frango e temperada com alho e coentro(semente) socada.
Todas as vezes que presenteio minha família com esta receita, revivo todo este processo vivido desde muito pequena e volto a agradecer a estas pessoas especiais: Sr e Sra José e Henriqueta Lotfi que ofereciam todos os anos a oportunidade aos meus pais e tios de saciarem a saudades do Líbano e também puderam transmitir aos seus descendentes a tradição de uma alimentação completa: física, anímica e espiritual, reunindo todos nós num ritual em torno da família.
Tive a honra em receber este lindo e amoroso  casal em minha casa em Santos, na ocasião do nascimento do meu filho.
São estes símbolos e pequenos rituais familiares que nos religam através  dos tempos à nossa  Genesis: Origem
Abraços
Jane



quinta-feira, 2 de março de 2017

A Importância do Cultivo da Fantasia na 1ª Infância



A Importância do Cultivo da Fantasia na 1ª Infância



Existem pessoas que apesar do pouco tempo de estadia aqui na terra, atuam com tanta intensidade, alegria, criatividade e amor que deixam recordações fantásticas em nossas Almas.

Assim era o tio Salim.

Ele não era nosso tio, mas amigo muito querido da família que por respeito chamávamos de tio.

Costume da nossa época, cidade onde vivíamos e convivíamos,  já disse algumas vezes, como se fossemos uma grande família.

Visitávamos sempre estes amigos. Suas filhas passeavam com a minha irmã e minhas  primas mais velhas.

Enquanto elas passeavam, mamãe, tia Linda e as tias Georgete e Mari, conversavam, tricotavam, faziam crochê. O doce que a tia Georgete fazia sempre era o de cenoura, e era parecido com o de abóbora, muito saboroso por sinal.

Às vezes chegávamos e as tias estavam tricotando roupinha de boneca. Enquanto elas tricotavam e papeavam, o tio Salim contava estórias sobre as bonecas. A minha fantasia ia a mil.

Ficava eu imaginando as bonecas fazendo tudo o que ele narrava.

Ia para casa vivendo intensamente aquela fantasia, adormecendo querendo vivenciar a próxima aventura que a boneca iria realizar e ele, o tio Salim iria me contar.

Ficava ansiosa para acontecer a nova visita e eu poder chegar lá e perguntar:

- Tio Salim......  e as bonecas o que fizeram esta semana?

Tudo aconteceu na minha primeira infância dos 4 aos 6 anos.

Houveram, vários episódios da estória, mas estes episódios encerraram incompletos, pois ele partiu muito cedo deste mundo.

Lembro-me com tristeza de uma noite, quando vieram avisar os meus pais.

A convivência com as tias continuaram por vários anos até cada uma das filhas (irmã, primas e amigas) seguirem  cada uma o seu destino. Mas, ... as estórias das bonecas perduram até hoje.

Após 60 anos me pergunto:

-Tio Salim e as bonecas?

Beijo na Alma de todos onde estivem, e que visualizem  as imagens, movimento, cor  e emoções vibrando em minha alma até hoje .

Obrigado a todos

Jane


domingo, 19 de fevereiro de 2017

Verdade

Caros amigos e leitores.
Desculpem por este período longo de silêncio.
Sei que muitas verdades que coloco em minhas palavras às vezes chocam e assustam as pessoas.
Tenho tanta convicção do que falo e muitas vezes sou taxada de arrogante e impositiva.
Tenho consciência que sou e somos a síntese das 13 hierarquias e que devemos buscar a própria energia no mais íntimo do nosso ser: O Eu Superior.
Quando estou em dificuldade, lembro-me da imagem da Madona com o Menino Jesus no seu cólo.
Ele desce e caminha em direção reta ao seu objetivo e ideal, não se deixando dispersar pelos entraves da vida.
Então eu me pergunto:
-Quem é  mais arrogante?
Aquele que fala o que pensa ou o outro que repele e rejeita a idéia explanada, sem ao menos se questionar se existe fundo de verdade?
Já  não tenho mais idade para me subjugar e falar só o que os outros querem ouvir.
Agradeço a todos que respeitam as minhas idéias e que as reconhecem como estímulos para um ludiar consigo mesmo e com o próximo.
O meu intuito de vida é trocar energia com pessoas que estão abertas para esta troca, pois assim promovemos vida,(Vida é troca, renovação ) construindo um ser humano melhor.
Não busco admiração, não sou arrogante, só faço jus  ao meu nome: JANE= JOÃO.
Aquele que fala a verdade.
Obrigado..

Verdade

          Jane

A sede pela verdade e saber,

é inerente ao nosso ser.

Para saciá-la necessitamos,

conhecer o mundo e nós mesmos.



A lógica brota como uma força de vontade.

Que vai em busca do desconhecido.

Primeiro como sentimento da verdade.

Depois atingimos a revelação pela reverência e amor.



Sem nos depravar no egoismo,

com  devoção a si mesmo.

Ou nos entregar à submissão,

pelo aniquilamento da vontade própria.



A verdade é o que é.

Não depende da nossa simpatia ou antipatia.

Através do meu eu, posso apenas aproximar-me

ou afastar-me cada vez mais dela.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Feliz Ano Novo

Até a grama após a morte manifesta a sua cor interna:Dourado.
Que neste ano que se inicia consigamos manifestar a nossa cor interior no dia a dia.
Feliz Ano Novo para todos vocês queridos leitores.


Laços de Luz

Jane



Se um dia o homem conseguisse diluir,

toda a maldade dentro de si.

Conquistaria a liberdade.

Sentiria a leveza do seu ser,

se encantaria com o amanhecer.



Assim como o despertar do dia,

o sol fluiria, por toda a consciência.

Toda a humanidade vivenciaria a irmandade.

Como a aurora boreal,

nossos dias seriam coloridos,

todos sempre sorrindo.



O apocalipse se extinguindo.

A época Aurea se introduzindo

Aprenderíamos dia a dia o compartilhar.

Entenderíamos o não ser, vir a ser,  o novo ser.

Transformaríamos o nosso túmulo da alma,

em templo de luz, paz e interna calma.


segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Ana Alice Coelho da Silva Baruki, alma juvenil, espontânea,  sempre alegre e companheira que em muitos Natais em família nos alegrou vestida de Papai Noel, para ver e vivenciar o sorriso e felicidade nos olhos  brilhantes das crianças e adultos. Escolheu este dia Glorioso em que comemoramos o nascimento de Jesus para partir e renascer no Mundo Espiritual.
Sabe Ana tem uma entrada da peça natalina que diz assim:
"Nossa entrada  benze Deus,
Nossa saida igualmente.
Benze o pão de cada dia,
Benze a lida e o repouso.
Benze- nos com Santa morte, para que o céu herdemos."
Zuza foi abençoado nesta vida, pela companheira de todas as horas e minutos.
Como mamãe dizia: Ana é a tampa da panela do Zuza.
Você Ana, foi abençoada pelos filhos , Suzana Baruki Correa,  Cláudio Baruki e TouficBaruki.Maravilhosos, ao meu ver super heróis que não mediram esforços para ba
talharem juntos com você o tempo todo.
Teus netos e irmã Rita Silva que te amam.
Querida e amada por toda a família,  desejamos que Deus continue a te abençoar eternamente e que seja recebida com toda a Glória nos reinos dos Céus.
Aqui ficamos com o vazio da sua presença  e de muitos outros entes queridos que agora são  seus companheiros no mundo Espiritual.
Obrigado Senhor por ter convivido
com a Ana .
Muitos bjs.
Jane

sábado, 10 de dezembro de 2016

Natal-2016


As Mãos

Será que paramos algumas vezes para pensarmos sobre o nosso corpo?
Por exemplo: as nossas mãos.
Desde muito cedo escuto os estudiosos falarem que as nossas mãos são: a imagem do homem do futuro .
Pensando bem, nelas estão contidas todos os pontos correspondentes de todos os órgãos do nosso corpo.
Em nossos membros, pernas e braços estão contidos o poder da nossa vontade.
Nos membros inferiores estão registrados a vontade do passado.
Os membros superiores registram a vontade do presente.
Esta vontade estimulada pelas atividades manuais, fortificam  a nossa vontade do futuro.
Aí se encontra a magia energética da criação.
Conforme a utilização desta força energética contida em nossas mãos, criamos um futuro saudável e positivo para nós mesmos e outros, pois cada ação que realizamos com as nossas mãos estimulamos e trocamos energia com todos os nossos órgãos internos, com o próximo e com o Cosmo.

Assim Deus criou o Homem, através da sua vontade e mãos.

Pegou um pouco de amalgama e disse:
“Faça-se o Homem a minha Imagem e Semelhança”.
Neste Natal, desejo que todos vocês caros leitores, parem e observem as próprias mãos.
Pensem o quanto as utilizam e como as utilizam. O  quanto de Bom, Belo e Verdadeiro elas criaram e criam, transmitiram e transmitem,  receberam e recebem.
Que a cada ano aprendam a renovar e manter esta energia que fluem através das mãos , ressoando assim da terra ao Cosmo a Imagem Original da Criação: A LUZ
Um Feliz e Abençoado Natal à todos
Jane


sábado, 3 de dezembro de 2016

Felicidade


Felicidade

Ontem escutei  o vídeo do historiador Leandro Karnal , uma palestra sobre felicidade.

Sobre esta onda que percorre pelos meios virtuais que devemos ser sempre felizes.

Concordo com o palestrante, que é natural estarmos tristes pela doença ou perda de um ente querido, pela perda de um emprego, um desentendimento ou uma catástrofe social .Que devemos aproveitar estas situações para pensarmos sobre o fato em todos os níveis: físico, anímico e espiritual, afim de restituirmos o estado de ser feliz.

Os ciclos da vida sempre teve um início, um meio e um fim,  assim como o dia que amanhece e anoitece, as estações do ano que se iniciam e se findam.   Melhor : se transformam em outros dias, outras estações.

As civilizações perfazem o mesmo trajeto.

O que não podemos ficar é estagnados ou numa felicidade constante ou numa dor constante, que ambos sentimentos nos levariam a uma vida artificial.

Quando entro num estado de tristeza muitas vezes sem motivo aparente devo ao invés de cultivar este sentimento negativo, colocar as minhas ideias,  em ordem. Verificar a razão do sentimento, perguntar a mim mesma qual o meu propósito de vida, meu objetivo e minhas atitudes para a realização deste objetivo e de mim mesma.

Focar o fator essencial da minha existência embasando cada vez mais a minha realidade.

Caso contrário estaremos vivendo um egoísmo de emoções que se encerram na nossa própria alma, o que nos deixa cegos para a realidade exterior.

Metamorfose constante

                                   Jane

Tudo passa ...

A maior civilização,a melhor filosofia,

O homem mais brilhante,

A situação emocionante,

A dor mais punjante.

Tudo passa, mas....

O que fica?



Que força é essa que passa de geração a geração?

De civilização a civilização?

Do oriente ao ocidente?

Que impulsiona o homem a lutar?

Amar, batalhar e edificar?



Esta é a força Micaélica, do forte, aquentante, bem querer.

Do novo vir a ser, do Homem do Futuro.

Aquele que tem consciência de si mesmo,

não teme que um dia surgirá em uma nova forma.